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SOBRE CRESCIMENTO

Sobre crescimento infantil

Na criação das crianças, uma coisa é certa: todas as mamães e papais se preocupam com o desenvolvimento dos seus filhos. Por isso mesmo, olhar de perto os nossos pequenos é fundamental para garantir um crescimento saudável e sem prejuízos na formação de cada um deles.

Mas, de início, é preciso  entender como o desenvolvimento infantil acontece, conhecendo, por exemplo, as 4 fases do crescimento, que são: fetal, lactente, pré-púbere e púbere. Cada uma delas possui uma avaliação própria como a relação peso x altura ou a circunferência do crânio - entre outras -, e cada uma delas precisa ser observada individualmente.
 
É bom também saber que o crescimento envolve aumento da massa corporal acompanhado de um processo de remodelação que define as características fisiológicas da criança e as diferencia do adulto. Mais: crescer é considerado um dos melhores indicadores de saúde dos pequenos em razão da sua dependência de diversos fatores.

Sim, existe muita coisa envolvida no processo de crescimento: alimentação, ocorrência de doenças, cuidados gerais e higiene, além de condições adequadas de moradia e saneamento básico que podem influenciar diretamente o andamento das coisas. Só por aí já se pode entender que, caso haja algo errado com o desenvolvimento da criança, não é tão simples detectar o real motivo.

Então, é sempre bom ter em mente que nem tudo pode ir bem em termos de crescimento para algumas crianças. A boa notícia é que, muitas das razões que impedem o crescimento normal, podem e devem ser tratadas. O acompanhamento dos filhos, a busca por conhecimento e as conversas com o profissional pediatra são fundamentais para PODER CRESCER e atingir o potencial de altura.

Portanto: é fundamental estar atento e bem amparado!

Entendendo a previsão de altura³

É comum que papais e mamães queiram saber qual será a altura de seus filhos quando adultos. E isso é possível! Entendendo algumas formas de medição dá para ter uma boa noção sobre média de altura e o futuro das crianças.

A mais utilizada é a Fórmula de Tanner, que usa a estatura dos pais biológicos para chegar em um número aproximado. Ela funciona assim: caso seu filho seja menino, primeiro você deve acrescentar 13 cm à altura da mãe; se for menina, subtrair 13 cm da do pai. Depois disso, basta dividir por dois e o resultado será uma estatura-alvo, com variação de 10 cm para mais ou menos.
 
Outra maneira de medir a altura é via gráfico de curva de crescimento, muito conhecido pelos pais. Pois bem, ele é a base de observação para entender se o seu filho ou filha está seguindo o caminho esperado para a idade. Por isso mesmo, essa medição deve ser feita desde o nascimento até a puberdade, justamente para dar uma visão bem clara de como a criança vem se desenvolvendo ao longo dos anos.

Saiba observar os pontos de atenção

Existem alguns sinais de que algo pode estar fora do padrão esperado de crescimento – e é sempre bom estar atento a eles. Fique de olho:

Se a criança for a menor da turma
Se a criança for a menor da turma
Se há declínio progressivo da velocidade do crescimento a partir dos 18 meses
Se há declínio progressivo da velocidade do crescimento a partir dos 18 meses
Se a altura está abaixo da curva na tabela de crescimento
Se a altura está abaixo da
curva na tabela de crescimento
Se a velocidade de crescimento ficar em < 5 cm/ano entre 3 e 12 anos
Se a velocidade de crescimento ficar em < 5 cm/ano entre 3 e 12 anos
Se a estatura se mostrar muito abaixo do potencial genético (altura dos pais)
Se a estatura se mostrar muito abaixo do potencial genético (altura dos pais)

 

Fatores que interferem no crescimento

Problemas respiratórios como a asma, aumento de adenoides e desvio de septo nasal

  • Uso de corticoides (prednisolona, dexametasona, betametasona)
  • Doenças crônicas tipo diabetes, doenças renais e problemas cardíacos
  • Doenças que afetam a absorção de nutrientes como a doença celíaca e/ou alergias alimentares
  • Alterações endocrinológicas que promovem mal funcionamento da glândula tireoide
  • Deficiência de nutrientes como vitamina D, cálcio, fósforo, ferro, entre outros
  • Deficiência do Hormônio do Crescimento

Além disso, existe a baixa estatura idiopática (BEI) que é definida por uma altura inferior a menos dois desvios-padrão da média sem a influência de qualquer outra condição ou doença que possa provocar uma diminuição no crescimento. 

Referências:
1.
Damiani D, Damiani D, Steinmetz L. Déficit de crescimento: como abordar e tratar? Pediatria
Moderna Jan 14 V 50 N 1 págs.: 24-32.
2. Endocrinologia na Prática Pediátrica. Durval Damiani. 3º edição.
3.MERICQ VG, LINARES JM, RIQUELME JR. TALLA BAJA: ENFOQUE DIAGNÓSTICO Y BASES TERAPÉUTICAS.
Rev. Med. Clin. Condes - 2013; 24(5) 847-856
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

Meu filho não apresenta sinais de evolução de altura: O que fazer?

Meu filho não apresenta sinais de evolução de altura: O que fazer?

Você já observou bastante e está certa de que a criança não está crescendo como poderia?

Bom, o primeiro passo é conversar com o pediatra. Somente ele poderá identificar e tratar eventuais distúrbios associados à baixa estatura, além de avaliar a necessidade de um tratamento de crescimento. No caso da segunda opção, seu filho poderá ser encaminhado a um especialista, normalmente o endocrinopediatra.

 

 

 

 

 

 

MITOS & VERDADES

 
As crianças crescem mais enquanto dormem.
MITO

As crianças crescem durante o dia todo. A crença de que o sono faz crescer vem do fato de que, nesse período, o corpo realmente aumenta a produção do hormônio de crescimento (GH), mas isso não impacta em mais “altura” durante a noite.

Referência: www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2016/09/CrescimentoVe8.pdf
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Se a criança dormir mal, vai crescer menos.
MITO

Um sono de quatro a cinco horas é suficiente para garantir o crescimento. Mas crianças que dormem pouco têm dificuldades para prestar atenção nas aulas e ficam irritadiças, o que as torna fortes candidatas a doenças psíquicas e metabólicas que afetarão o crescimento.

Referência: www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2016/09/CrescimentoVe8.pdf
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Não comer direito pode afetar o crescimento.
VERDADE

A dieta saudável e a correta hidratação são as grandes responsáveis pelo crescimento adequado de uma criança. A desnutrição, que pode acometer até obesos, compromete a altura e os pais devem estar sempre atentos.

Referência: Zeferino A.M.B.; Barros Filho, A A.; Bettiol, H , Barbieri, M A.. Acompanhamento do crescimento. J. Pediatr. (Rio J.) 2003, vol.79, suppl.1, pp.S 23 - S 32.
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Se a criança fizer ginástica olímpica, ela vai ficar pequena.
MITO

O que acontece é que, em geral, as pessoas mais baixas são escolhidas pelos treinadores porque elas se adaptam melhor ao esporte. Com isso, fica a impressão de que é a modalidade que transforma as crianças, mas não é verdade.

Referência: www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2016/09/CrescimentoVe8.pdf
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Exercício físico faz crescer.
MITO

Nenhum esporte tem o poder de fazer crescer. O que acontece é um aumento no estímulo hormonal e físico da criança, então os pais podem observar seus filhos mais fortes e com mais fôlego, mas isso não significa que eles vão ficar mais altos.

Referência: www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2016/09/CrescimentoVe8.pdf
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Falta de exercício faz a criança ficar menor.
VERDADE

Obesidade associada ao sedentarismo são dois fatores fundamentais para distúrbios do crescimento. A falta de exercícios e o ganho de peso excessivo podem interferir no potencial de crescimento de uma criança.

Referência: www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2016/09/CrescimentoVe8.pdf
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Pé e mão grandes são sinais de que vai ser alto.
MITO

Existe um padrão de crescimento comum para as crianças que foi medido por instituições internacionais e serve como parâmetro para os pediatras. O “olhômetro” não funciona, sendo o crescimento avaliado em um gráfico e acompanhado em todas as consultas com o médico.

Referência: Setian N, Kuperman H, Manna TD , Damiani D, Dichtchekenian V. Análise Crítica da Previsão da Altura Final. Arq Bras Endocrinol Metab vol 47 nº 6 Dezembro 2003.
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Meninas só crescem até menstruar.
MITO

A menstruação é, sim, um momento de atenção relacionado ao potencial de crescimento da criança, mas ela não “freia” a altura dela.

Referência: Zeferino A.M.B.; Barros Filho, A A.; Bettiol, H , Barbieri, M A.. Acompanhamento do crescimento. J. Pediatr. (Rio J.) 2003, vol.79, suppl.1, pp.S 23 - S32.
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Filhos de pais baixinhos serão baixinhos.
MITO

É lenda achar que a baixa estatura se deve sempre a uma herança genética. Você já pensou que os pais, isoladamente ou ambos, podem não ter crescido todo seu potencial? Procure um especialista para investigar.

Referências: 1. Longui C. Uso de GH em pacientes com Baixa Estatura Idiopática. Arq Bras Endocrinol Metab 2008; 52/5. 2. Endocrinologia na Prática Pediátrica. Durval Damiani. 3º edição.
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Meninas crescem antes que os meninos?
VERDADE

A princípio, meninos e meninas crescem igualmente, porém, o processo é um pouco diferente na adolescência. No caso das meninas, o estirão se inicia mais cedo, entre os 8 e 13 anos de idade.

Referência: Zeferino A.M.B.; Barros Filho, A A.; Bettiol, H , Barbieri, M A.. Acompanhamento do crescimento. J. Pediatr. (Rio J.) 2003, vol.79, suppl.1, pp.S 23 - S32.
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Espinafre (ou algum tipo de alimento) faz crescer?
MITO

Nenhum alimento específico faz a criança crescer. Porém, é importante manter um bom status nutricional, evitando deficiências de nutrientes, proteínas e calorias, que prejudicariam o crescimento. Lembre-se: a dieta precisa ser sempre variada e saudável!

Fontes: http://colunas.revistagalileu.globo.com/buzz/2013/07/08/popeye-o-espinafre-e-a-farsa/

https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Desenvolvimento/noticia/2014/09/seu-filho-e-mais-baixo-que-os-amigos-da-mesma-idade-dele-e-agora.html
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Gêmeos / prematuros crescem menos?
MITO

O período de crescimento pós-nascimento prematuro não é tão favorável quanto o que ocorre na barriga da mãe: a criança sai de um ambiente uterino equilibrado e é exposta a intervenções externas e fica suscetível a infecções. Quando a situação estabiliza, muitas delas não recuperam a capacidade de se desenvolver plenamente. Gêmeos e prematuros precisam de uma maior vigilância do pediatra quanto ao crescimento e desenvolvimento.

Fonte: https://brasil.babycenter.com/a1500339/o-futuro-e-a-sa%C3%BAde-do-prematuro
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Bater a cabeça impede crescimento?
MITO

Um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA) demonstrou que a única relação existente é de aspecto neurocognitivo. Os cientistas concluíram que o desenvolvimento de crianças vítimas de um trauma de cabeça severo pode ficar atrás das demais. A vigilância maior é com o desenvolvimento, não com o crescimento.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI78492-16891,00.html
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Pular por cima das pernas interrompe o crescimento?
MITO

(SUPERSTIÇÃO)

E não adianta pedir para “despular”. É um mito nada de verdade.

Fonte: https://www.megacurioso.com.br/cotidiano/69440-minha-vo-ja-me-dizia-30-supersticoes-e-crendices-populares.htm
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

 
Idade óssea é mais importante que idade cronológica para o crescimento?
VERDADE

Idade óssea é muito mais “idade de crescimento” do que idade cronológica do indivíduo, sendo usada para prever a estatura final de meninos e meninas. Além de mensurar o crescimento em pacientes geralmente pediátricos, a idade óssea faz o diagnóstico de numerosos transtornos endócrinos e síndromes pediátricas, auxiliando dessa forma na escolha do melhor tratamento.

Fonte: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Desenvolvimento/noticia/2014/09/seu-filho-e-mais-baixo-que-os-amigos-da-mesma-idade-dele-e-agora.html
PP-GEN-BRA-0305 - Maio/2019.

Ref.:
REFERÊNCIAS: